As águas de Florianópolis, na costa de Santa Catarina, abrigam uma grande variedade de peixes e vida marinha. Seja você um pescador amador ou experiente, conhecer as espécies que ocorrem em cada estação é essencial para planejar a pescaria. Neste artigo, listamos as principais espécies de peixes encontradas na região, com informações sobre habitat, época de ocorrência e comportamento. Aproveite e confira nosso guia de pesca em Florianópolis para mais dicas.

As águas que banham a Ilha de Santa Catarina e a costa continental oferecem uma diversidade de ambientes — baías abrigadas, costões rochosos, fundos de areia, estuários e águas oceânicas. Cada habitat atrai espécies diferentes ao longo do ano, influenciadas pela temperatura da água, correntes e disponibilidade de alimento. Entender essas dinâmicas é o primeiro passo para uma pescaria produtiva e responsável.

Lista detalhada das principais espécies

  1. Robalo – O robalo (Centropomus parallelus) é um dos peixes mais cobiçados por pescadores esportivos em Florianópolis. Vive em estuários, manguezais e costões rochosos, alimentando-se de pequenos crustáceos e peixes. Sua época de maior atividade vai de setembro a março (primavera e verão). É conhecido por sua carne saborosa e pela forte resistência na briga, sendo uma captura que exige paciência e equipamento adequado. Iscas naturais como camarão e tanguinha são as mais eficazes, mas também pode ser capturado com iscas artificiais.
  2. Tainha – A tainha (Mugil liza) é um peixe migratório que aparece em grandes cardumes entre maio e julho, época da famosa safra da tainha em Santa Catarina. Vive em águas costeiras e próximo à praia, alimentando-se de plâncton. É capturada com redes ou linha, e sua carne é muito apreciada. A pesca da tainha é uma tradição local que atrai pescadores de todo o Brasil e movimenta as comunidades de pesca artesanal.
  3. Corvina – A corvina (Micropogonias furnieri) é um peixe de fundo que habita áreas de areia e lama. É mais ativa durante a noite, quando se alimenta de crustáceos e moluscos. Pode ser capturada com linha de fundo usando camarão ou pedaços de peixe. Ocorre o ano todo, com pico no verão. Emite sons característicos que podem ser ouvidos fora d’água, daí seu nome. É uma das espécies mais comuns na pesca de linha na região.
  4. Pescada – A pescada-branca (Cynoscion leiarchus) é comum em águas costeiras e fundos arenosos. Alimenta-se de pequenos peixes e camarões. A melhor época é primavera e verão. É capturada com iscas naturais (camarão, sardinha) e também com artificiais. Sua carne branca e delicada é excelente para culinária, sendo muito procurada nos mercados locais.
  5. Enchova – A enchova (Pomatomus saltatrix) é um peixe de cardume muito rápido, que ocorre entre outubro e fevereiro. Vive em águas abertas e costeiras. É um dos peixes mais divertidos de pescar com vara leve, pois briga muito. Pode ser consumida grelhada ou usada como isca para peixes maiores. É conhecida também como anchova em algumas regiões.
  6. Bonito – O bonito (Euthynnus alletteratus) é um peixe oceânico que visita a costa catarinense no verão (novembro a março). É capturado com corrico, usando iscas artificiais ou naturais (sardinha, lula). Muito usado como isca para marlin, mas também é bom para consumo, especialmente em preparações como sashimi ou grelhado. Sua carne escura é rica em sabor.
  7. Lula – A lula (Loligo spp.) não é um peixe, mas um cefalópode muito procurado na pesca noturna. Vive em águas abertas e é atraída por luzes. A pesca da lula é uma atividade noturna popular, feita com molinetes e jigs específicos. Ocorre o ano todo, com pico no verão. Além de ser um excelente petisco, atrai peixes maiores como a pescada e o robalo. Saiba mais sobre a pesca noturna.
  8. Sororoca – A sororoca (Scomberomorus brasiliensis) — também chamada de cavala — é um peixe de superfície que forma cardumes. Ocorre entre outubro e fevereiro. É muito veloz e esportiva, proporcionando uma briga emocionante. Capturada com corrico ou casting, usando iscas artificiais ou sardinha viva. Sua carne é firme e saborosa, ideal para grelha.
  9. Anchova – A anchova (Pomatomus saltatrix, mesma espécie da enchova, mas com variação regional) é um peixe de médio porte, muito comum em Florianópolis. Vive em costões e baías, caçando em cardumes. Sua carne é excelente para grelha e assados. Ocorre o ano todo, com maior atividade na primavera. Pode ser capturada com vara média e iscas artificiais como plug e colher.
  10. Linguado – O linguado (Paralichthys spp.) é um peixe chato que vive camuflado no fundo arenoso. Alimenta-se de pequenos peixes e crustáceos. Ocorre o ano inteiro, sendo mais comum no verão. É capturado com linha de fundo usando iscas naturais (camarão, pedaços de peixe). Sua carne branca e delicada é muito valorizada na gastronomia, sendo um dos peixes mais caros nos restaurantes locais.

Cada espécie tem sua temporada ideal e particularidades. Consulte nosso artigo sobre temporadas de pesca para planejar sua viagem com antecedência. Se você quer um roteiro completo com os melhores pontos, veja o guia de pesca local que preparamos.

Dicas para pesca em Florianópolis

Algumas orientações práticas podem fazer diferença no seu dia de pesca:

  • Escolha a época certa: Consulte nossa tabela de temporadas para saber qual espécie está ativa no período da sua visita.
  • Use as iscas adequadas: Camarão, tanguinha, sardinha e iscas artificiais funcionam bem na região. Para lula, jigs luminosos são essenciais.
  • Respeite o horário: Muitas espécies são mais ativas ao amanhecer e ao entardecer. À noite, a pesca noturna é uma ótima opção para corvina e lula.
  • Conheça os pontos de pesca: Desde a praia, molhes, costões e embarcado. O guia local traz recomendações detalhadas.
  • Verifique as condições do mar: Vento, correnteza e ondulação afetam a pescaria. Confira a previsão antes de sair e evite dias de mar muito agitado.

Pesca esportiva e sustentável

Praticar a pesca com responsabilidade é fundamental para preservar os estoques pesqueiros de Florianópolis. Respeite os tamanhos mínimos de captura e as cotas estabelecidas pelos órgãos ambientais. Sempre que possível, pratique o “pesque e solte” (catch and release) com as espécies que não serão consumidas, manuseando o peixe com cuidado para devolvê-lo vivo. Recolha todo o lixo gerado e evite danificar os ecossistemas marinhos. Dessa forma, garantimos que as futuras gerações também possam desfrutar da rica vida marinha da região.

Perguntas Frequentes

Qual a melhor época para pescar em Florianópolis?

A primavera e o verão (outubro a março) concentram a maior diversidade de espécies, mas é possível pescar o ano todo. Cada estação tem suas espécies-alvo.

Quais espécies podem ser capturadas à noite?

Corvina, lula e algumas variedades de pescada são mais ativas à noite. Veja nosso guia de pesca noturna.

Preciso de licença para pescar?

Sim, é obrigatória a carteira de pesca amadora emitida pela Secretaria de Aquicultura e Pesca. Informe-se antes de sair e mantenha seus documentos em dia.

Onde posso pescar em Florianópolis?

As opções vão desde a beira da praia até embarcado. Consulte nosso guia de pesca local para conhecer os melhores pontos.

Qual a espécie mais comum?

A tainha e a corvina são muito frequentes, cada uma em sua estação. A tainha aparece nos meses de outono/inverno e a corvina está presente o ano todo.

Qual o equipamento básico recomendado?

Para a pesca de linha, uma vara de ação média com molinete ou carretilha, linhas de 15 a 30 lb, chumbadas, anzóis e iscas naturais ou artificiais são suficientes para a maioria das espécies. Consulte nosso guia de pesca local para recomendações específicas.

Vale a pena contratar um guia de pesca?

Sim, especialmente para quem não conhece a região. Um guia local pode levar aos melhores pontos, fornecer equipamentos e dicas valiosas. Entre em contato conosco para indicações de profissionais parceiros.